Câmaras de vídeo: como escolher?

Para captar os melhores momentos com a família e os amigos ou registar as suas viagens, estes aparelhos são instrumentos valiosos. A melhor escolha implica estar a par das últimas novidades.

Para comprar a câmara de vídeo que melhor se adequa à utilização que pretende fazer, convém ter noção das diferenças entre os suportes de gravação disponíveis. Sem influenciar a qualidade das gravações, cada suporte adequa-se mais a um determinado tipo de utilizador.

Suportes para gravar

  • As cassetes Mini-DV encontram-se disponíveis em versões de 60 e 80 minutos. Esta última capacidade é bastante mais cara: em média, custa € 11 contra os € 4 dos Mini-DV de 1 hora. Ao contrário dos restantes suportes, não é possível aceder directamente às gravações, dado estas serem feitas em fita. Em contrapartida, a reprodução dos vídeos pode ser feita a partir da câmara, funcionando esta como leitor. Mais barato do que usar as cassetes como meio de arquivar as gravações é transferi-las para o computador e, depois, gravar num DVD-R, também mais resistente. Ao gravar no formato adequado, o disco será aceite por qualquer leitor de DVD. A transferência do vídeo para o computador é feita em tempo real com a ligação DV (o mesmo que IEE1394 ou FireWire). Caso o seu computador não tenha uma entrada deste tipo, pode comprar em separado uma placa DV interna do tipo PCI ou uma unidade de captura de vídeo externa (USB2.0).
  • Os DVD diferem dos vulgares DVD-R na dimensão (8 cm, ao invés de 12 cm) e, logo, na capacidade de armazenamento (1,4 GB versus 4,7 GB). Por serem menos usuais, são bastante mais caros: cerca de € 6, em média, para um disco regravável de um lado. O maior inconveniente é o tempo de armazenamento limitado. Na qualidade máxima, asseguram gravações entre 18 a 20 minutos e, em alta definição, de 15 minutos. Este suporte convém a quem não está interessado na edição de vídeo no computador, dado ser possível usar o disco gravado num leitor de DVD. Tal vantagem acaba por ser relativa, visto sair mais barato transferir as gravações para o computador e arquivá-las num DVD-R.
  • O disco rígido (HDD) tem uma capacidade que, regra geral, se inicia nos 30 GB e que pode exceder os 60 GB, o que permite armazenar várias horas de vídeo na qualidade máxima. A transferência para o computador faz-se através da ligação USB 2.0. O disco rígido não é amovível, pelo que quando a sua capacidade se esgotar, terá de transferir os vídeos para o computador e arquivá-los em DVD. A transferência completa do disco rígido requer várias horas. Por isso, esta solução é mais interessante para quem pretende editar os filmes. Embora já existam mecanismos de protecção anti-choque, as câmaras com disco rígido são, regra geral, bastante mais sensíveis a quedas.
  • Os cartões de memória mais utilizados são os MS Pro e os SDHC (Secure Digital High Capacity). Este último oferece capacidades superiores (entre 2 e 8 GB), bem como velocidades de escrita superiores, essenciais para gravar vídeos com qualidade. O reduzido tamanho dos cartões permite aparelhos portáteis e leves. Tal como nos aparelhos com disco rígido, terá de transferir os filmes para o computador. Em alternativa à ligação USB, pode recorrer a um leitor de cartões de memória.
  • Nos modelos com memória interna (flash), tal como os aparelhos com disco rígido, o suporte não é amovível, obrigando à transferência dos vídeos para computador (via USB 2.0). As reduzidas dimensões das memórias flash tornam estes aparelhos mais portáteis. As capacidades de armazenamento são limitadas: não vão, geralmente, além dos 8 GB. São bastante menos sensíveis a quedas do que os modelos com disco rígido.

Possibilidades da alta definição

  • As tradicionais câmaras de vídeo têm uma resolução de 576 linhas horizontais, o mesmo número utilizado nos filmes em DVD ou nas emissões televisivas (resolução PAL). Nas câmaras de vídeo de alta definição, a resolução é de 720 linhas horizontais em modo progressivo (720p) ou de 1080 linhas horizontais em modo entrelaçado (1080i). Caso o televisor o permita, obtém um nível de detalhe bastante superior com estas resoluções.
  • Um televisor convencional (CRT) não aceita sinais de alta definição. Para ver gravações neste modo, terá de ligar a câmara ao televisor. Para tal, há que utilizar a saída de vídeo analógica ou, após transferir o vídeo para o computador, convertê-lo num DVD gravado em MPEG2 e PAL. O vídeo original, em alta definição, é convertido para a definição normal, para ser aceite pelo televisor. Daí que não se consiga tirar partido da resolução extra. Dessa forma, não é vantajoso gastar mais dinheiro numa câmara de alta definição se não tiver uma televisão apropriada.
  • Para ver os filmes em alta definição num televisor LCD ou plasma, utilize a saída de vídeo por componentes da câmara ou a HDMI, para leitura directa a partir do aparelho. Também pode transferir o vídeo para o computador e armazená-lo em alta definição num DVD-R. Mas terá de lê-lo no computador. Se tiver um leitor HD-DVD ou Blu-Ray, pode usá-los para ler as gravações em alta definição, caso o programa de edição de vídeo permita armazenar no formato apropriado.

Fonte: Deco Proteste

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